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deveria ser amamentado, no mínimo, até seis meses de |
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idade,
pois o movimento de ordenha do leite no seio materno é que impulsiona o maxilar
inferior para a frente, estimulando os músculos, abrindo espaços, favorecendo
o crescimento das arcadas, conspirando favoravelmente para uma boa oclusão e adequado
posicionamento dentário. Sabemos da polêmica existente entre o uso da mamadeira,
da colherinha ou do copinho diante da impossibilidade da amamentação natural no
seio materno. Sabemos, ainda, que há diferenças na qualidade entre os estímulos
de ordenha e de sucção, em que uma menor quantidade de músculos é estimulada no
ato da amamentação artificial, por mamadeira. Entretanto, as mamães que, não
por opção, mas por absoluta impossibilidade, amamentaram seus filhos na mamadeira,
precisam saber que, se o fizeram posicionando-os bem, junto ao seu colo, na mesma
posição indicada para a mamada no peito, utilizando as mamadeiras com bicos mais
apropriados, dentro de uma intimidade corpórea mãe-filho fundamental nos primeiros
meses de vida, supriram necessidades básicas do desenvolvimento emocional na fase
da amamentação. Vínculos de segurança são estabelecidos pelo acolhimento materno;
cuidando destas sensações do bebê estimula-se o tato, as noções de tempo, ritmo,
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e espaço, gerando estabilidade e equilíbrio, essenciais à estruturação mental
do futuro adulto e que reverberam no manejo da auto-estima, autoimagem, e até
mesmo na qualidade das relações estabelecidas: de competição ou de cooperação.
Na ligação íntima mãe-criança, enquanto a criança mama ela se nutre também das
qualidades do meio ambiente: ar, luz suave, silêncio e som, voz doce, calor e
amor, toques, cores. O leite é o primeiro alimento portador da vida. Steiner
destacava a importância de um minucioso cuidado e preparo do ambiente que reproduza
a atmosfera de “criação do mundo” desde o nascimento e durante as horas, dias
e anos que se seguirão. “A mãe vive inteiramente no leite!”, afirmava ele. Este
primeiro alimento da criança é insubstituível; representa a metamorfose do sangue,
levando calor e amor por meio das substâncias vivas que o compõem (gordura, cobre,
açúcar...). Amamentar é muito mais do que saciar a fome física e dar estímulo
aos maxilares; é propiciar o início do processo de desenvolvimento e da administração
da vida afetiva do ser, é favorecer o desabrochar sadio dos sentidos do querer
- que são as sementes do agir. A amamentação é o primeiro ato expresso de vontade
vinculado à vida, e, a cada mamada, um constante sim ou não por continuar vivo.
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