para criarmos vontade e coragem para trilhar uma
vida educada, em que cada vez menos tenhamos necessidade
de que a dor apareça para nos educar.
Em 1920, Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia
(anthropós = homem; sophia = sabedoria
sabedoria a respeito do homem), realizou, em Dornach,
uma palestra para médicos de tema raro para
a área: dentes. Nesse encontro, Steiner diz
que a deterioração dos dentes e a dor
de dente são sintomas exteriores de um
determinado processo interior. É nessa
fala que o teórico chama a atenção
para o fato de que o homem só seria interpretado
e suas dores de dentes plenamente compreendidas quando
o processo formativo dos dentes fosse estudado em
conexão com outros fenômenos que se passam
no organismo humano, à distância deste,
dizendo ser um erro completo acreditar que essas destruições
provenham inteiramente de meros insultos exteriores.
Isso implica em observar não só o fator
genético, o meio em que o indivíduo
vive, alimentação e pedagogia, como
principalmente pesquisar o modo como as substâncias
e os fatos do mundo são assimilados pelo organismo,
isto abre para indivíduos mais ou menos sensíveis,
com dentes mais ou menos vulneráveis às
cáries, com esmalte mais frágil ou mais
resistente, opacos ou translúcidos, dentes
alinhados ou apinhados, maiores ou menores, enfim,
mais de mil desdobramentos podem compor essa avaliação.
Em síntese, estes estudos da Odontologia Integral,
desenvolvidos com base no conceito de salutogênese,
não restringem o foco ao estudo da doença
para debelá-la. Existe um arsenal de procedimentos
profiláticos que, por meio desta visão,
são